RUÍDOS DO BRANCO – 2013

Na série Ruídos do Branco, o papel, não é apenas suporte, também é matéria que possibilita explorar as suas distintas materialidades. As palavras gravadas em côncavo sobre as matrizes de cobre, juntamente com as granulações texturadas da sua superfície, produzem os relevos convexos nas imagens.
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Módulos de 20 x 20cm – Água forte, água tinta, carburundum, relevo – impresso s/ papel hannemühle

Na série Ruídos do Branco, o papel, não é apenas suporte, também é matéria que possibilita explorar as suas distintas materialidades. As palavras gravadas em côncavo sobre as matrizes de cobre, juntamente com as granulações texturadas da sua superfície, produzem os relevos convexos nas imagens. As letras recortadas e sobrepostas, ao serem impressas, geram os relevos côncavos e, nessas inversões, potencializa palavras-imagens. As palavras e as letras em branco, inscritas na matéria branca dos diversos papéis, de certa maneira, encontram-se num estado de suspensão, pois constantemente, tentam alinhavar as grafias dos distintos idiomas, branco, blanco e blanc.

Nesses trabalhos, procuro materializar o branco em sua alvura e plenitude. Contudo, o branco é corrompido pelas intervenções repetidas de tinta branca sobre a matéria branca dos papéis, e também pelas marcas e grafias gravadas em matrizes de cobre. Assim, em suas variações cromáticas de diversos outros brancos, detectam-se em seus ruídos, uma polifonia de palavras e fragmentos de letras em branco. Nessa busca, coagulam-se as palavras branco, blanco e blanc. Surgem os ruídos do branco… Quantos brancos na expressão deu branco!

Texto – publicado no catálogo Forapalavradentro – Exposição no Espaço Cultural Feevale – 2013.