ARDÓSIAS

As imagens da série Ardósias são oriundas de fotografias de pedras denominadas de ardósia, em cujas superfícies encontro marcas e grafias gravadas pela ação milenar do tempo. A produção destes trabalhos envolve um longo processo, o qual é desdobrado em diversas etapas até a sua impressão final. Indago-me: porque criar imagens que precisam passar por um longo percurso, cujo resultado evidencia certo preciosismo de uma impressão convencional? Posso afirmar que, nesse movimento dentre o vai e vem do fazer, entre densidades e levezas desencadeiam-se procedimentos que originam acasos que se convertem em permanências.

Artigo publicado

19º Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas “Entre Territórios” – 20 a 25/09/2010 – Cachoeira – Bahia – Brasil

http://www.anpap.org.br/anais/2010/pdf/cpa/lurdi_blauth.pdf

GRAVURA CONTEMPORÂNEA: PERCURSOS E FRONTEIRAS ENTRE MEIOS CONVENCIONAIS E MEIOS DE REPRODUÇÃO GRÁFICA Lurdi Blauth, Feevale, Novo Hamburgo, RS

RESUMO: Este artigo propõe algumas discussões no campo da gravura contemporânea, abordando a interface dos meios convencionais e de suas transformações devido às possibilidades de reprodução atuais. Essas transformações geram aproximações e inversões conceituais que podem ser detectadas em obras gráficas de alguns artistas apresentados neste estudo. Abordam-se questões oriundas das produções gráficas da série denominada Ardósia, cujos processos e procedimentos operatórios remetem a articulação de ritmos entre continuidades e descontinuidades.

Palavras-chave: gravura, ritmo, repetição, processo de criação.